
Já era tarde e eu esperava ele me ligar, tínhamos brigado semana passada e desde então não nos falávamos. Fazia tempo que havíamos planejado de vir pra cá, mas já não tinha mais certeza de nada, sentada na areia fina e cristalina de Recife, observando a escuridão que abrangia o mar, esperava ele dar algum sinal.
O mar estava calmo, diferente de mim, que estava aflita. Seu balanço trazia uma energia e paz que meu corpo não permitia entrar, na imensidão da noite a lua era a única que coisa que me iluminava. A minha esquerda vi um vulto se aproximar, quando chegou mais perto consegui ver seu rosto, era ele, paralisei, não conseguia pensar em nada, meu coração disparou e não sabia o que fazer.
Ele olhava para mim, calmo e compreensível, esqueci de toda aflição. Lembrei do primeiro dia que o vi, seu rosto leve e gracioso, como sempre, me fez apaixonada e feliz. Só queria esquecer tudo e me jogar em seus braços e de lá nunca mais sair, mas estava travada.
Eu vi ele abaixar do meu lado, me abraçar gentilmente, me segurar em seus braços e sussurrar “está frio aqui fora, vamos lá para dentro querida”. Ele olhou nos fundos dos meus olhos e, novamente, sussurrou ao pé do meu ouvido “desculpa, eu te amo”. Não me contive, dessas ultimas semanas era tudo o que eu queria ouvir e finalmente tranqüila, como o mar, mergulhamos em um beijo profundo e apaixonante.
“Eu gosto, sabe? Gosto de ver você, gosto de falar com você, abraçar você, estar com você. As vezes penso que é errado isso, gostar de você tanto assim. O que os outros vão pensar? você não combina comigo, aliás ninguém combina, mas com você eu me sinto bem, segura. Quando me afasto de você eu…



